decabelosempe.blogspot.com de cabelos em pé

de cabelos em pé

Mais ou menos um diário de opiniões. Nem sempre diário, mas de opiniões sim.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

19 de Fevereiro de 2007



Carnaval, Algarve, sem máscaras, sem confusões.
Tavira, barco até à Ilha de Tavira, Ayamonte, ir, sentir Espanha.
Do lado de cá, o cheiro a terra molhada. A chuva não foi muita como é agora um ano depois.
Saudades.

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sexta-feira, janeiro 18, 2008

Saudades de Londres

Esta semana tem sido de limpeza nos computadores e ao "arrumar" as pastas deste desorganizado computador lembrei-me de ti ó Diniz, por duas coisas que tu gostas!
Os teus doughnut's

E as croks deles com muita mais categoria, de atacador e tudo.

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domingo, novembro 18, 2007

Marreco

Óh , encontrei em Nothing Hill a solução mais fácil, económica e quentinha para disfaçar a minha marreca na velhice.

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terça-feira, novembro 13, 2007

Londres II

Lá, na semana passada já cheirava a natal!

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domingo, novembro 11, 2007

Londres I

Uma das muuuitas coisas que me fascinaram em Londres, tal como em Paris é a rede do metro. A cada viagem ou férias que faço, há sempre um a voz ou música que não me sai da cabeça.
Desta vez foi a informação sonora nas carruagens,

mind the gap...the next station is marble arch...mind the gap...this i a picadilly line service...mind the gap...this is a district line...mind the gap...
Tudo isto dito assim em jeito de james earl jones.
Durante os dias que lá passámos aproveitei para dedicar um poema ao london tube,

Mind the gap

Mind the doors

Mind the step

What's mine it's yours!


Bond Street Station, Londres 4 Nov 2007 08:10

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segunda-feira, novembro 05, 2007

Aviofobia II

Constatei mais uma vez que mantenho uma relação de amor/ódio com os aviões e o voar e o levantar e o aterrar e o tempo de espera nos aeroportos antes do embarque e "prontos". Gosto, não gosto, gosto, não gosto...
Agora, pior pior é a fobia que ganhei este fim-de-semana. Chama-se sinais-de-alarme-de-incêndio-falsos-para-simulacro-fobia.
Quem já esteve em Londres, nesta época, sabe que ás quatro e meia da tarde é de noite, certo?
Tempo magnífico, sem chuva, sem frio, passeios feitos de manga curta, andar muito, jantar ás sete e o mais tardar ás oito e meia dormir para começar o dia seguinte cheios de pujança, carago!
Sexta-feira - 20h30, já minha gaja dormia e eu dava uma vista de olhos no roteiro que gentilmente me prepararam, quando dispara a filha de uma puta da campainha do alrme dentro do quarto do hotel. Levanto-me e desligo o telefone que estava a carregar com um zingarelho que o autor do roteiro me emprestou,
- tu queres ver que é desta merda? mas não cheira a fumo nem nada.
Entretanto acorda a minha gaja assarapantada,
- o que é que se passa?(só faltou o habitual - baixa a televisão)
Abro a porta do quarto e vejo um alemão, que me disse não sei o quê, a calçar-se e a vestir-se no corredor,
- ó môr, tocabrir que isto não é só no nosso quarto.
Nada de elevadores, toca a descer escadas e mais escadas, passando por espanholas pesadonas, roupão, (acho que uma delas tinha rolos na cabeça) que de ar espantado diziam,
- dio santo, que passa?
- ó sra é para dar de bolha, fuego, andalé andalé!
Chegamos cá abaixo, talvez umas duzentas pessoas a olharem uns para os outros e os bons dos tugas do quarto 317 de mochila ás costas e mala de viagem. Muitos dos souvenir's e roupas ficavam lá mas o que estava à mão veio. Quando demos por sermos os únicos a trazer bagagem demos em rir e não parávamos.
No check-out comentava com um dos empregados (português) que a parte chata tinha sido o simulacro,
- olhe, teve muita sorte não ser ás quatro da manhã como habitualmente!
Sinceramente nunca tal me tinha passado pela cabeça.

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Regresso

Ao fim de cinco dias, chegamos a casa á meia-noite, de rastos, com muitos kms nas pernas e damos com o Nº3 com febre, tosse, expectoração e mais não sei o quê, voltamos a dormir juntos, depois da separação imposta pelo quarto do hotel, faz bem de vez em quando para esticar as pernas. Ás seis da manhã aterra o Nº3, acorda a mãe e diz,
- oh mãe, eu não sei como é que o bicho entrou mãe.
- qual bicho filho?
- o bicho da febre mãe!

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sábado, setembro 29, 2007

Ponte de Lima V

Na quinta da Casa do Pomarchão o tempo passa devagar, não há pressa, o pequeno-almoço é servido ás nove, ás dez, quando nos apetecer. Vê-se Ponte de Lima mas não se ouve, a estrada também não, o "porteiro" raramente ladra.
Pergunto ao anfitrião se posso subir, "claro" diz-me ele "e o cão?", "é o porteiro" continua, "mas é enorme", "a condizer com a casa", rematou. Com uma recepção destas, adivinha-se simpatia.
O sossego só é interrompido pelas exibições de fogo de artifício, na vila todas as noites e pelas alvoradas que o "Ti Manel dos poços" detestou. As alvoradas de Ponte de Lima é que nos deixaram de cabelos em pé. O primeiro tiro ouve-se (obrigatoriamente) ás oito da matina e quando retomamos o soninho puuum, disparam o segundo, viramos-nos para o outro lado, recomeça a garganta em dó menor, imitando o fervilhar da panela e puuum! "Não tem jeito nenhum, porque é que não dão os tiros todos seguidos? Porra?", "calma Manel, tamos de férias pá!"
A alvorada adormece e volta a ouvir-se o carreiro de água da nascente que atravessa a quinta. Mais suave que o mar mas com a mesma capacidade de embalo. O Minho tem das mais bonitas pinturas, mistura mil tons de verde das trepadeiras com os roxos, os vermelhos, os amarelos, com as uvas tintas nas parreiras em latadas e com umas Hortênsias azuis que não se vêm em mais lado nenhum. Cada casa tem uma parreira na entrada, as ruas cheiram a terra molhada.
Nunca passei dois três dias seguidos no Minho em que não chovesse. Não gosto de chuva, não gosto de dias cinzentos mas lá em cima é diferente. As paisagens ganham outras tonalidades.
A enorme dose de cansaço (não acredito em férias para descansar, acredito em férias para arrasar) era vencida logo ao acordar pela paisagem que tínhamos nas janelas dos quartos.
Gosto de lá ir, desta vez éramos catorze. Temos que lá voltar.
Tá feito!




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terça-feira, setembro 18, 2007

Ponte de Lima IV

Passar um fim-de-semana a olhar para a verdura, a tentar tirar ideias para a casa nova com a ajuda da prima "árquiteita", dá nisto. Muita foto da dita verdura e a tentativa de dominar o latim. Muita conífera vimos nós no Minho, já para não falar nas idas à pombinha!
Ó prima, esta deve ser uma "herbórius verduscos trepadeirius", não?

"Carramachonis roxos pendentis sobre estradus de duas bias? Sim? Eu sabia!"


"Platanus grandes pa caráçus" à porta do complexo das Termas de Caldelas

E a água das termas? Maravilha, ao fim de duas horas já havia gente no wc do restaurante. Andamos nós a aconselhar agiolax, dulcolax e outras coisas acabadas em áxe e Caldelas tem uma água que dá a volta à tripa enquanto o diabo esfrega um olho. Ok, nem é preciso esfregar o olho...

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Ponte de Lima III

Os pequenos-almoços em família são uma festa, diria mais, uma farra!




Tenho que te pôr nas aulas de etiqueta.
"Nã se beibe da tigela filho!"

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Ponte de Lima II

O desafio foi lançado há alguns meses, "...e se fôssemos ás feiras de Ponte de Lima, já não vais lá há tanto tempo, nem os teus pais...?"
O desafio foi aceite, a logística tornou-se um desafio aliciante, (arranjar alojamento e mesas de restaurante para 14 mamíferos), não havendo quartos para todos no Convento Val de Pereiras, metade da trupe ficou na Casa do Pomarchão.

O que começou por ser uma visita ás Feiras Novas, transformou-se num belo roteiro gastronómico.

Começámos então a produção em série de colesterol e triglicéridos sexta-feira com um belo jantar na "Pombinha".
Bife da Costela, Bacalhau na brasa, Papas de Sarrabulho com todos e Vinho verde tinto Ponte da Barca.
Sábado, tivemos que voltar à Tulha. Tínhamos jantado lá há seis anos e ainda não tinha havido oportunidade de repetir. Vale essencialmente pela decoração e pela comida. O serviço é fraco (seria por causa das festas? julgo que não), duas horas e meia numa refeição é muito tempo. Ao fim de 45 minutos de espera pela abertura ouço isto,
- quantos são? (assim, sem osso, nem boa tarde, nem nada)
- 3
- ali ao fundo
- 6 á direita
chega a minha vez,
- 14
- o quê? 14?
- sim 14
- olha este agora, 14...
- ó senhor, deve haver mais quem queira vender 14 almoços caraças (comecei a virar-lhe as costas)
- não não, temos ali uma mesa sim senhor.
Adiante, bacalhau à casa, entrecôtes de vitela,
A seguir ao almoço, houve quem quisesse assistir ao cortejo e houve quem tivesse que descansar encostado a uma montra, sentadinho no chão de pedra rústica e típica da região, até que fui acordado à força por força de uma velha que deu um valente tralho e caiu em cima de mim. NÃO SE FAZ.
O cortejo, dizem, foi bonito e à noite era preciso retemperar as forças e reconfortar o estômago. Voltámos à Pombinha, quem gosta de pombinha tem obrigatoriamente que voltar!
Dei o braço a torcer e mandei vir o Arroz de Sarrabulho, (Teresa, não sabia e principalmente não cheirava a vinagre) é um petisco do camandro que naquela região é feito com vinho, acompanhado de batata no forno, rojões e morcela...Um atentado.
Domingo, voltinha até Amares para revisitar a Casa da Tapada,(infelizmente fechada) rapidamente trocada pelo A Rival - O rei dos Leitões. Além de melão com presunto e salsichas assadas de entrada, uma salada de repolho, ui uuuiii. Leitão, polvo à lagareiro e costoleta de Novilho.
À noite, já em Ponte de Lima, aguardando ansiosamente o famoso fogo de artifício, ficámos pelo Açude, mesmo encostadinho ao rio, uma vista fantástica.
10 entradas.
Salada de polvo, atum com grão, mini camarão (daquele que se servia antigamente no Greno com as imperiais), percebes, cogumelos fritos, salada de ovas, chouriço (daquele salgado e picante que faz pêlos no peito), moelas, presunto e salada de mexilhões. Depois o segundo, como dizem os meus putos, polvo à lagareiro (ai aqueles feijões verdes), arroz de pato ( um bocadinho seco) e bacalhau à casa. De volta ao verde tinto para os mais velhos e a malta nova à volta de um Calços de Tanha, muito bom.
Nestas cinco refeições, uma saudável disputa de sobremesas entre mim e o meu sogro. Ele nos pudins caseiros e eu nos leite creme queimados.
Os putos portaram-se como nunca e olhem que controlar a paciência infantil que se esgota ao fim de 15 ou 20 minutos, não é fácil.
Dezenas e dezenas de milhar de pessoas nas ruas da vila. Ponte de Lima é bem mais bonita fora das épocas de festa.
Respira-se melhor.

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segunda-feira, setembro 17, 2007

Ponte de Lima I


No Minho ainda há muita coisa desta. Quando se tira o capacete, puxa-se do pente arrumado no bolso das calças ou da camisa e dá-se novamente estilo à guedelha para ir ao baile.

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Canseira

Fazer um fim-de-semana prolongado com 700km à mistura só revela uma coisa, é preciso um dia para recuperar antes de voltar ao batente.

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sexta-feira, setembro 14, 2007

Os aceleras

Ontem no Bombarral, a queima dos últimos cartuchos das férias dos meus putos.
Velocidade na recta da meta, uns estonteantes 21kmh da nº1 e 38 km/h do nº2.




Estes putos fazem-se!

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Destresssseeeee

E vai ser mesmo, Ponte de Lima allez.
Nunca assisti ás festas da vila, diz que são giras e que valem pelo fogo de artifício, vamos ver, numa altura em que está proibido...
Diz também que estão previstos 27-29 graus e aguaceiros. É típico, sempre que vamos ao Minho chove. Não há nada a fazer.

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terça-feira, agosto 07, 2007

07 de Julho de 2007

Faz hoje um mês. O meu dia das maravilhas foi qualquer coisa de extraordinário, quer dizer, foi mesmo extra o ordinário, foi fora do normal, foi grande.
Começou na véspera. Até ás 19h00 a orientar as últimas coisas na farmácia, comer qualquer coisa a correr,
fazer as malas para as férias a correr, ir a correr para a última aula do curso de Patrão local ás 20h30, acabar a aula ás 23h00,
ir a correr para casa, meter tudo dentro do carro e rumar á Charneca de Caparica,
chegar á 01h00, adormecer a rever os apontamentos finais para o exame ás 09h00, acordar com a baba a escorrer para cima de uma carta náutica,
apagar a luz, voltar a acordar passada meia-hora,
verifico se a bússola, o compasso e o esquadro de navegação estão dentro da mochila,
voltar a fechar os olhos, são 03h30 e não consigo pregar olho, volto entretanto a adormecer e acordo novamente a pensar em azimutes e proas verdadeiras,
já são 05h00, os olhos ardem a pensar na chuva do radar e na sonda reduzida,
a declinação magnética não me sai da cabeça e o medo de chumbar volta a apoderar-se de mim, estou rendido,
são 06h30, levanto-me, dedico-me ao bb (banho e barba), não como (que vício horrível),
saio a correr para os meus pais não me ouvirem, nem a Bela, nem os putos,
meto-me no carro e zarpo para Alhandra, o comandante João chega á mesma hora,
depois o Carlos e o Vasco,
vamos para um café, não é hora de copos nem de festas, comemos qualquer coisa,
não falamos do exame, há um certo receio entre nós,
limitamo-nos a contemplar as empregadas do café que nem são grande coisa,
nem isso ajuda,
09h00, começa o exame, não estou tão nervoso como esperava,
o júri de exame não é simpático, ainda por cima o presidente é benfiquista e não se cala,
que para quem tem ouvido de patrão e capta tudo á volta dificulta a concentração,
temos 02h30 para acabar o exame, ás 10h10 entrego-o e não quero saber mais dele,
nem vê-lo e nem sequer revê-lo, o Carlos também,
está na hora de fazer contas, o resto da malta acaba logo a seguir,
porreiro vamos já para o exame prático, não,
o júri demora mais tempo a corrigir do que os alunos a fazê-lo,
são 12h30 quando vamos para o barco, eu e o Carlos somos os últimos,
Chegam as 14h00 e a malta está aprovada,
despeço-me daqueles que me fizeram companhia e aturaram os meus disparates nas noites de sexta dos últimos dois meses,
saio a correr para a Charneca, a família á espera,
conto o segredo dos últimos meses, grande surpresa para os avós e para os putos,
15h30, reunimos a tripulação e saímos a correr para Grândola,
o destino é o Monte do Pinheiro do Coelho,
vamos á festa de anos do Zé Manel*,
Chegámos, são 17h00, pausa na correria que a hora é de festa.
Durante esta correria tentei não ser apanhado novamente, as auto-estradas deviam ter uma faixa para andar de marcha a ré, sempre andávamos dentro dos limites, digo eu.
Da festa falarei mais á frente, ´
01h30, praia do Ancão, "arrumamos" os putos na cama e começa a minha descompressão, pfffffffff.
* é assim que se pronuncia, é assim que se diz, é assim que se deveria escrever.

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domingo, agosto 05, 2007

Stojkovic

A última vez que me desloquei ao Ikea, encontrei o novo guarda-redes do Sporting. O homem é enorme. Meti conversa, calma, não comecei a dizer que gostava muito dele e que acompanhava a sua carreira desde pequenino, apenas lhe disse com o meu inglês do Algarve que lhe desejava as maiores felicidades no meu clube "ôpe iu bi veri épi in Sporting".
Tentei arranjar coragem para tirar uma fotografia com ele mas não consegui. Já me tinha acontecido o mesmo com o Ricardo Sá Pinto estas férias num restaurante algarvio.
Ah, faltou-me também fazer um pedido, esse por falta de coragem e de tempo também ficou por fazer mas prometo que a farei da próxima vez que me deslocar a Alvalade e levar um cartaz para a bancada, não a pedir camisolas mas sim a dizer:
Stojkovic, deixa-me tirar uma foto com a tua dama.
"Prontos" assim a modos que na brincadeira, não é?

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sábado, agosto 04, 2007

Nº1, 2 e 3

Faz hoje oito dias que deixámos os três putos com os Avós na Charneca. Na primeira noite, foi um forró pegado. Ás onze da noite ainda ninguém dormia.
Diz a Avó que perto da meia-noite o nº2 e o nº3 que nestas cenas gosta de acompanhar á viola, desceram a escada, quais aranhiços de pernas compridas e de mãos dadas com o pretexto ideal para saírem da cama:
- ó Vó, nós queremos comer.
- comer a esta hora? vocês têm mas é que ir dormir
Ouve-se a nº1 no primeiro andar de surra á escuta,
- venham cá. Eu vou mas é telefonar á Mãe a dizer que ela não nos quer dar comer...
Aqui a Avó pensou melhor e...
- mas vocês estão mesmo com fome?
(n1) - pois estamos Avó, pois estamo
(n2) - estamos estamos
(n3) - pois e eu tou quaje a morrer á fome *
(n1) - a Mãe todos os dias nos dá leitinho e bolachinhas *
(n3) - pois é e conta uma estória *
* tretas tretas e mais tretas. Estes três gajos são uns sabidos do caneco.

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quarta-feira, agosto 01, 2007

2 Passos

A praia do Ancão está recheada de coisas boas, é leve na densidade populacional, é limpinha, não cheira a esgoto como Sta Eulália (que decepção), não tem música aos berros, que é sempre incómodo na praia (para mim, nesta idade, já me chegam os 3 putos quando entram em ebulição) mas tem um senão, não tem rochas para a pesca.
A rocha, faz parte integrante da minha vida, praia sem rocha (de há uns anos para cá), não é praia. A pesca nas férias é uma óptima e gratuita forma de emagrecimento.
"Primeiros", porque o "pescador"(!) farta-se de andar e queima calorias, evitando ficar preso
à frente da televisão a ver o tour da francia, normalmente de olhos fechados.
"Sigundos", porque se ficarmos á espera do peixe para comer, bem ficamos mais elegantes...
Não havendo possibilidade de pescar peixe fresco, provámos o do restaurante "2 Passos".
Em plena praia do Ancão, quanto a mim, um dos melhores restaurantes do Algarve.
Peixe fresquíssimo.
O robalo grelhado vem com um tronco de funcho espetado no bucho, que lhe dá um gostinho daqueles, o arroz árabe é um espanto (ainda não tinha comido peixe grelhado com arroz*), a batata cozida, a salada á algarvia, ai ai. Recomendo vivamente, é preciso marcar com antecedência, abre ás 12h e fecha ás 16h, não serve jantares, mas há quem chegue para almoçar com mesa marcada ás 15h55.
Não é barato, mas também não é dos mais caros.
Sr Comandante João Carvalho caso não conheças ainda e se já tiveres a embarcação na água, é só ler as coordenadas do cartão, marcar a proa de agulha e seguir o rumo.


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terça-feira, julho 31, 2007

21 de Julho de 2007


Acho que desde que me lembro de ir ao Algarve, talvez há uns 30 anos que não me sai da memória este mamarracho à entrada de Ferragudo. Ainda no tempo em que se passava numas estradas de muros de pedra, do género da que ligava a Picheleira ao Bairro da GNR, nessa altura o Algarve cheirava a alfarroba
Tudo desapareceu para dar lugar ao cimento armado, só este não foi abaixo.
Para os interessados, há um restaurante pequenino, "A Ria", que acompanha o peixe grelhado com uma salada á algarvia que não se esquece. Provavelmente porque o pepino faz arrotar o resto do dia.
Fica ao lado do restaurante "Sudoeste", onde vai o Herman almoçar de barco, este um "nadinha" mais caro.

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