decabelosempe.blogspot.com de cabelos em pé

de cabelos em pé

Mais ou menos um diário de opiniões. Nem sempre diário, mas de opiniões sim.

domingo, dezembro 04, 2011

Faz hoje um ano


Foi no dia 4 de Dezembro de 2010 que um grupo de amigos, mais jovens, de sempre que resolveram juntar-se e homenagear o meu pai.

Obrigado a todos.

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quarta-feira, outubro 26, 2011

26 de Outubro de 1996

Pois que já passaram 15 anos desde aquele sábado em que tudo passou a correr, não foi?

Bj grande

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sexta-feira, março 11, 2011

Passeando pela capital

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segunda-feira, março 07, 2011

O avô Zé de outros carnavais

Chegámos por volta da 1h30, era já mesmo o fim de uma sexta-feira que tinha começado bem cedo .

Vínhamos preparados para quatro dias de madorna, de dolce fare niente, de “deixa lá o carnaval para os outros e vamos mas é ficar por aqui a bezerrar. Aproveita-se o fds com o aniversário do afilhado Miguel e da tia Ana Sofia".

Já disse que era 1h30? Pois já.

Chegámos, descarregámos o carro, as três crias incluídas que já dormiam e por uns breves instantes fiquei com a sensação dos finais dos anos 70 e de todos os 80 quando subíamos a Rua Frei Fortunato e nos aproximávamos da Rua Silveira Peixoto, instalava-se uma ansiedade na barriga com a expectativa de ver os mascarados, as matrafonas, tentar descobrir quem fazia de morto no enterro do carnaval e no fds a seguir perceber quem seriam os príncipes e os reis de mais um carnaval.

Já por várias vezes referi que é uma época do ano que me passa completamente ao lado. Provavelmente porque já não estou no bairro e toda a magia ou mística foi-se no tempo.

A sala do VCL cheia à pinha, era um confronto saudável de gerações, a dos nossos pais que até sabiam uns passes de dança e a nossa que se podia dividir em duas partes: a que sabia dançar e a que ficava a puxar o lustre a cadeiras e ombreiras de portas num misto de “não sei dançar, por isso não vou ali para o meio fazer as mesmas figuras do olho de peixe-espada” e “deixa cá ver se a tipa repara que eu estou aqui com os meus sapatos yucca acabadinhos de comprar na Praça do chile e até pus o meu perfume cacharel”. Posso dizer que sempre me incluí nestas duas últimas partes, embora nunca tenha tido sucesso na última.

Claro está que não valia a pena levar sapatos yucca, porque apesar de não dançar era pisado na mesma e o cacharel desaparecia assim que subíamos os primeiros degraus e o cheiro do bacalhau assado e dos chocos com tinta se impregnavam de tal maneira na nossa roupa.

Bom, voltando à sensação de electricidade na barriga, chegámos a casa e o avô Zé, qual matrafona do carnaval do Vitória ou empresária em nome individual e isenta de impostos com domicílio fiscal num carro estacionado entre o Instituto Superior Técnico e o Instituto Nacional de Estatística, esperava pelos netos que acordaram mais depressa que num dia de visita de estudo na escola.



São 77 anos de muitos carnavais.Não sei quantos da minha geração, serão capazes de lá chegar com esta disposição mesmo que a saúde o permita.

Não sei se o Vitória voltará a ter um baile de carnaval. Sei que muitos de nós gostariam de voltar a entrar naquela sala, como se fazia há 20 anos.


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terça-feira, outubro 26, 2010

26 de Outubro de 1996

14 anos.
Parabéns.
Pronto, hoje é só isto.

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sexta-feira, outubro 08, 2010

8 de Outubro de 2003

Férias 2010, foto da Tia Ana

Foi o último a nascer cá em casa mas veio com a pica toda. Era meia-noite e meia e apesar da pressa com que queria vir cá para fora, foi o único dos três que ainda assim me deu tempo para assistir.

7 anos depois tenho saudades dessa noite, muitas mesmo. A primeira vez que te peguei ao colo enquanto a tua mãe já descansava e sentir o teu cheiro, a tua serenidade e aqueles gemidos que só vocês sabem fazer quando são bebés.

Aquela serenidade que ainda hoje tens embora por poucos períodos durante o dia mas que faz de ti um observador nato que adora perguntar e gosta dos amigos como ninguém.

Parabéns Nº3




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quinta-feira, setembro 16, 2010

Um sonho com quase 30 anos

Saiu em 80 mas julgo que só por volta de 82/83 é que comecei a ouvi-lo em casa da minha avó.
A minha avó não era propriamente fã dos Supertramp, embora fosse quase da mesma geração!

Fã mesmo era o meu tio Fernando que na altura com 27/28 anos gostava de ouvir música em conjunto com os vizinhos ou vice-versa.
Foi então graças ao "boblina" que comecei a tomar gosto pelos Supertramp. Aqueles primeiros sons de gaita no "School" que saiam pela janela fora conquistavam-me facilmente. Depois vinha o som do piano e do saxofone em harmonia com uns pequenos discursos dos dois vocalistas.
De tal maneira marcante que ainda hoje o ouço frequentemente.

É óbvio que quando ouço estas musicas há uma fácil associação à figura e estilo do meu tio e este era um dos concertos que por certo ele gostava de ter assistido, ainda mais com a "velha guarda" da Picheleira, duas primas e mais uns quantos amigos.
Tenho cá um pressentimento que conseguiste acompanhar o concerto todo aí onde estás, não foi?

Faltou o Hide In Your Shell mas os outros, os mais conhecidos e bons temas estiveram lá todos.

You Started Laughing
Ain'T Nobody But Me
Breakfast In America
Cannonball
From Now On
Give A Little Bit
Rudy
Take The Long Way Home
Bloody Well Right
It's Raining Again
Logical Song
Goodbye Stranger
School
Dreamer
Crime Of The Century


quem lhe chame rock progressivo, não sei se concordo mas gosto muito.




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sábado, julho 10, 2010

Coisas boas das férias

Isto está a correr tão bem que se estranha a maneira como se entranha.
A água está como a malta já não se lembra, temperatura no ponto, limpinha e convida a ficar até tarde.

De manhã a praia está a abarrotar de escolas e colégios mas assim que toca para a saída apercebemos-nos do calmo e sempre inspirador barulho do mar, tão inspirador que a nº1 começou a escrever um diário de férias. Apesar disso a companhia é óptima o que torna o ambiente bem agradável.
Sobrinhas e filhos bem dispostos e sempre disponíveis ou não fossem férias:-) petiscos a condizer, grelhados quanto baste, sim temos a noção de estar a esburacar o ozono com tanto churrasco mas alguma coisa boa temos que levar desta vida.
A feira da Charneca antigamente tinha carrinhos de choque com música da época, como a fruta dos restaurantes, agora temos o Tony Carreira a tocar em todos os carrósseis.
Já lá vai o tempo em que se ouvia o "tarzan boy" ou o "live is life" dos Opus.

De reealçar a espécie de baywatch que temos na praia com nadadores-salvadores a passearem-se de pick-up, bem ao estilo americano. Haja dinheiro, poupa-se no melhoramento das condições das praias, a edilidade almadense continua a teimar em deixar as praias da caparica em estado selvagem, sem estacionamento ou acessos dignos.
O que importa é que ainda não acabou e estão a saber muito bem o resto, bom o resto são tretas.
E o nº 2 já fez dez anos.








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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Em contagem decrescente

Ansiei pelos 20, encarei os 30 com a normalidade de até ter sido pai nesse já distante ano de 2000 e agora ficarei feliz se me deixarem comemorar os 40, se bem que ando apreensivo.
Na verdade ando é cansado, os últimos meses têm sido desgastantes, telefonemas atrás de telefonemas, trocas de e-mails como se não houvesse amanhã e as emoções à flor da pele.

Trabalho? Não, sou muito feliz no meu trabalho e aos que olham para ele de lado, só tenho uma palavra ou melhor duas, "temos pena".

Falo obviamente do rápido crescimento que os meus filhos assumiram nas últimas semanas.

A mais velha ontem chega-me a casa com um peluche oferecido por um candidato a pretendente (se te apanho arranco-te a pele, pá) que ostenta na barriga um coração vermelho a dizer "amo-te". Raça do catraio que nem consegue amar a própria barriga e tenta desorientar a cabeça da nº1.

O nº2 depois de me ter convencido a criar-lhe um conta no msn, onde passa os fins de tarde em conversas monosilábicas, recebeu na passada segunda-feira uma carta em tom de declaração de amizade/amor/companheirismo, "diz lá se gostas de mim, por favor e pôe uma cruzinha no quadrado que diz que sim". É certo que perdi cerca de dez minutos a divagar sobre a minha reputação com a idade dele e uma vizinha próxima que me puxava para baixo de uma tábua de engomar. Ela sabia onde encontrar o quentinho e agora percebo eu que as rosetas que a sua pela branca ganhava não eram do calor do ferro de engomar, até porque quando a mãe engomava, raspávamo-nos para outro canto da casa. Agora é o nº2 que fica corado com estas coisas, faz-te a elas de peito feito tarzan.

Para rematar, o n3 ontem saiu de casa de saco-cama e mochila ás costas para um "dormindo com os tubarões". Chegou hoje ao meio-dia, exausto e cheio de gabarolice porque dormiu no meio de duas "baibes", como ele diz.

Não me sinto velho mas apesar de conseguir correr duas vezes por semana atrás de uma bola que não fez mal a ninguém, as provas são evidentes, os meus filhos emancipam-se e eu estou a ficar igual ao meu pai e ao meu Titó, fisicamente falando. Crescem-me desmesuradamente nas sobrancelhas pêlos maiores do que os outros e tal como os manos Gonçalves, começo agora a entrar na fase lobisomem. nas minhas orelhas nascem uns nobres, lindos mas ordinários pêlos louros cujo pavilhão auricular uma simples gilette não consegue desbravar.

Isto sim, é envelhecer meus caros!




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quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Maio de 1980

Das poucas festas de anos que tive na Picheleira, não me estou a queixar, estou apenas a constatar um facto, lembro-me perfeitamente desta.
Há 30 anos portanto, estávamos na escola primária nº28 e embora pareça não usávamos farda, a predominância da cor castanha, predominância é lindo, na roupa da malta devia ser tendência da moda Primavera/Verão da época.

Lembrei-me disto, agora que os 40 se aproximam a uma velocidade vertiginosa.
Vamos ver se tenho tempo de preparar uma almoçarada à séria.
Curioso é o facto de 30 anos depois voltar a ter cortinados em casa com bolas e riscos cor de laranja, por via das dúvidas amanhã vou comprar um pullover castanho com o decote em v. Só não sei é se a minha mãe tem tempo de me fazer um naperon para a tv, agora é vê-la no facebook.
Em cima e da esq. para a dir: Bruno Cipriano, Moi-même, Zé Carlos, Luis Miguel, Gabriel Cipriano
Em Baixo: Saúl Monteiro, Mano Mourão e Mário Rui
Lá atrás, a prima Susana a tomar conta de nós

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quarta-feira, janeiro 27, 2010

27 de Janeiro de 1936

A minha mãe hoje faz anos. Nasceu há precisamente 74 anos, tem resistido ás intempéries que a vida lhe trouxe. Hoje reformada, divide o tempo entre a lida da casa, as compras, o convívio com os quatro netos e a sua saudável hidroginástica.
A minha mãe gosta muito dos filhos, do genro, da nora e dos netos.

A minha mãe também gosta muito do meu pai.
Os meus pais já fizeram "cinquenta anos de casados mais três de namoro", como a minha mãe costuma dizer.

A minha mãe é uma boa mãe e também é uma excelente cozinheira, habituou-me a gostar de tudo, menos iscas. Das salsichas enroladas em couve lombarda, ao cozido à portuguesa, da açorda à alentejana ao cabrito assado no forno com batatinhas e arroz de fessura, se bem que esta coisa da fessura, apesar de suculenta me cause alguma estranheza e confusão.

A minha mãe usa internet e até já tem uma página no facebook. Acho que foi precipitado porque não assinou comigo um acordo de não prestação de revelações infanto-juvenis do filho mas pronto, seja o que Deus quiser e a minha mãe escrever.

Hoje é dia de aniversário e eu quero dar os parabéns à minha mãe.
Parabéns Mãe.

Quando se escrevia assim na escola primária, era habitual o simples poema,

Com três letras apenas
Se escreve a palavra Mãe
É uma das mais pequenas
E a que mais valor tem

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quinta-feira, agosto 27, 2009

Verão de 1993

Decorria o verão(e umas merecidas férias) de 93 quando sozinho, numa segunda-feira de manhã peguei no carro e fui passar uns dias a Espanha.
Charneca de Caparica-Cádiz-Sevilha.
- Vais sozinho?
- Vou
- Vais mesmo?
- Vou
E fui e soube-me bem. Andava a precisar de apanhar ar.
Uns meses antes tinha comprado um leitor de cd's para o opel kadett que tocou isto vezes sem conta pela estrada fora.
Hoje consegui uma folga e fui para o mar.
Passei o dia a pensar nos anos de 93 e 94.
Deve ter sido do nevoeiro de Peniche.



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sexta-feira, maio 15, 2009

É que é tal e qual

Há 11 anos a conversa foi a mesma.

"Ah, eu vi logo que era irmão da Teresa, são tão parecidos"

Das duas três:
eu ando com um ar abichanado
chegando a Julho e a mana fizer anos tenho que lhe oferecer um descolorante para a barba,
ou ainda,
somos iguaizinhos porque a nossa mãezinha nos pariu na mesma sala da mesma casa lá na Picheleira.

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sábado, abril 25, 2009

Duas rodas mas com motor

Primeiro recebo um vídeo da prima, sobre o aquecimento global e avisos à navegação pelo gasto descontolado de energia.
Depois recebo este enviado pela minha irmã para me aguçar ainda mais o apetite.
Ai as saudades que eu tenho das duas rodas.

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Dá que pensar


Enviado pela Prima Susana

Obrigado

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quarta-feira, abril 15, 2009

Regresso ás aulas

Apesar disto, o dia até tinha começado bem.
Não houve birra dos mais velhos para saírem da cama, chegámos a horas à escola.

Parece, segundo a rádio logo de manhã, que hoje regressavam ás aulas um milhão e meio de alunos.
Enquanto esperava pela abertura da secretaria dei com as conversas sobre as férias de Páscoa na praia, na neve, discussões sobre as notas.

Recuei 20 anos, não, recuei mais, cerca de 25 anos e lembrei-me dos nossos regressos ás aulas. Com um dia como o de hoje, cinzento e de aguaceiros, estaríamos na parte de terra batida de navalha na mão a jogar ao mundo. Uma rodinha riscada no chão e toca de conquistar terreno.

Naquela altura não se discutiam férias na Serra Nevada, Andorra, Brasil ou Cabo Verde, porque andávamos todos pelo bairro a jogar à bola ou em passeios até à Alameda Afonso Henriques.

Agora os tempos são outros. Novos hábitos, novos costumes. Os meus não levaram muito para contar.

Passeios de bicicleta no lugar onde moram, uma dia passado em casa da tia, outro com os avós e casa muita casa.

Há melhor tempo que o de estudante? Há, certamente. Ainda assim, eu tenho saudades daquele tempo. Muitas saudades mesmo.

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terça-feira, março 31, 2009

Nº2



Tenho saudades da minha adolescência.
Teve coisas boas, outras nem tanto. Umas das nem tanto eram sem dúvida as viagens que o meu pai fazia ao estrangeiro.
Eram dias diferentes que culminavam com uma espera à janela até ás tantas da noite.
Numa dessas viagens a Espanha, é claro que a espera incluía a expectativa de ver o recheio das malas e dos sacos do El Corte Inglés, é, eu ainda sou do tempo em que se ia ao El Corte mas a Espanha.
Dizia eu, numa dessas viagens, por volta de 84/85, portanto com 14/15 anos, dei" (assumo que sou um cusco) com um nº da Interviu que fez durante uns tempos de mesa de cabeceira, almofada, conselheira, enfim, era quase um computador portátil para a época que o wallpaper e a protecção de ecran era imaginada com aquelas moças desnudadas.
Um dia destes com tempo irei procurá-la na Charneca.
Vem isto a propósito da conversa de ontem com o nº2.
- pai? compras-me a playboy?
- quê?
- a playboy, não sabes o que é a playboy? já saiu a playboy portuguesa, vi na televisão.
- e tu achas que tens idade para isso? para que é que tu queres uma revista dessas?
- para ver as miúdas
- então olha para as miúdas da tua idade
- mas as da minha idade não têm mamas.
- hão-de ter, tem calma
A ver se logo à tarde compro a revista ao puto.


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domingo, março 15, 2009

Amanhã já é segunda outra vez

Andamos há várias semanas entre reuniões de trabalho, acções de formação e obras de remodelação, enfim, sem tempo para nada, família e amigos incluídos.
Tenho chegado a casa sempre com receio que os miúdos já não me conheçam.
Este fds foi ocupado por um inventário que é sempre uma dor de cabeça e que nos ocupou até ás 4 da matina.
Conclusões:
1 - Não tenho/temos estaleca para noitadas. Longe vão os tempos que quatro ou cinco horas de sono eram suficientes.
2 - Depois de toda a turbulência, que diga-se a verdade só deve acabar daqui a duas ou três semanas, gostava de passar dois dias sem televisão, internet e principalmente sem telefone.

Talvez aqui não seja má ideia.

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segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Imperdoável

A minha prima Xana fez 30 anos.
No meio de toda a confusão esqueci-me de lhe dar os parabéns.
30 anos.
Assenta bem a típica frase, "parece que foi ontem".

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terça-feira, novembro 25, 2008

23 de Novembro de 2008


Dez anos.
A primeira.
Dez anos depois, está enorme, no 2ºciclo e carrega uma mochila pesadíssima todos os dias. Pieguice minha? Pois é, já passámos pelo mesmo mas com os nossos filhos é sempre diferente.
Sentimo-los fragéis, sempre mais fragéis do que nós. Somos sempre a sua primeira defesa, o primeiro apoio, a primeira mão a quem podem pedir ajuda, é assim que pensamos, pelo menos por enquanto. Não vai ser sempre assim mas enquanto puder ser, sabe bem.

Dez anos depois e parece que foi ontem.
Lembro-me de uma noite fria e a casa vazia. Lembro-me de telefonar a familiares e amigos que me encheram-me o ego de palavras quentes mas a casa continuava vazia e fria.
Apesar de ter regressado sozinho, trazia o teu cheiro de recordação.
Ainda hoje o tenho na memória.
Dez anos depois, estás enorme mas sabe-me bem aconchegar-te os lençóis quando te vou apagar a luz e a música do rádio, ficar ali a olhar para ti, não penses que é única, os teus irmãos provocam-me o mesmo efeito. Ouvir-vos a dormir, ouvir-vos a respirar é indescritível.

Os mesmos dez anos que levamos de viver aqui.
Estes dez foram como sabemos.
Os próximos dez serão certamente diferentes, em todos os aspectos e mais algum.
Estes foram para tomar balanço para o que aí vem.

Há dez anos quis festejar mas tu e a tua mãe deixaram-me sozinho em casa.

Ontem enchemos a casa de colegas da escola, de família e amigos.

Fizemos finalmente uma festa para comemorar os teus dez anos, para te comemorar.
Foste a primeira, és a nº1.

Tem juízo, miúda.

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