decabelosempe.blogspot.com de cabelos em pé

de cabelos em pé

Mais ou menos um diário de opiniões. Nem sempre diário, mas de opiniões sim.

domingo, julho 19, 2009

Fome de bola

Não, ontem não começou bem.

Primeiro, ir entusiasmado para trincar uma valente bifana e uma sandes de coiratos e ter havido uma besta que proibiu as roulotes à volta do estádio. Não cumprem as condições de higiene e mais não sei o quê, tudo bem, só lá vai quem quer.

Segundo, matar saudades de um jogo à tarde com sol, temperatura agradável e no mesmo segundo pensar precisamente o contrário, "boa, não trouxe chapéu, não vejo pevide!"

Terceiro, ter vizinhos que gritam por tudo e por nada, "se quisesse gritos tinha comprado a cadeira no meio da juve leo".

Por outro lado,

valeu a pena experimentar o burguer ranch dentro do alvaláxia. Comparado com os mc, pelo menos o de bacon é melhor.

Valeu a pena estar a assistir ao jogo e julgo que foi a primeira vez, que não ouvi cânticos ofensivos ao rival da segunda circular.

Não vi grandes destaques, nem Matias Fernandez, nem André Marques nas novidades e os habituais estão fora de forma. Jogou bem Miguel Veloso, Polga e Rui Patrício está pelos vistos a voltar à tremideira do costume. Espero estar enganado.

Dia 28 há mais, holandeses.

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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Fome, passeios, saudades

Soube hoje à tarde em reunião de trabalho, na qual estava um habitante de Ourém, que depois das obras o restaurante Dom Gonçalo em Fátima está ainda melhor.
Atenção que isto não significa abandonar o Tia Alice.

Depois queixa-te que tomas pravastatinas e fenofibratos.
Aí estão dois bons nomes para os gatos da Tcl, pena que não tenham sido nomeados para a votação.

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segunda-feira, janeiro 12, 2009

Factos de 2009 II

Ontem ao almoço já houve ervilhas com ovos.

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terça-feira, janeiro 06, 2009

Desejos para 2009

Ervilhas com ovos.
Há muito tempo que não como ervilhas com ovos e com umas ripinhas de entrecosto, obviamente.
E salsichas enroladas em couve lombarda.
Ui, o que eu faço por umas salsichas enroladas em couve.
'Tou a salivar.

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quarta-feira, setembro 24, 2008

Noite bem passada

Antes disto, houve tempo para a Verdadeira Treta.

Os dois do costume no seu melhor. Continuam a fazer doer a barriga de tanto rir. A sala do casino é bem melhor que a do Villaret. Boa escolha.

Boa noite de convívio, jantar de anos de um amigo no Osaka. Bom, muito bom.


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terça-feira, março 04, 2008

Mais paparocas

Há duas semanas em Lisboa, crepes de cogumelos e coentros ou de queijo e fiambre com arroz branco e salada. Também havia frango assado com ervas, pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, arroz de pato.

Simpatia, rápido a servir e barato.



Os pratos incluem dois acompanhamentos. Decoração simples mas bonita. Se o cliente deixar o e-mail recebe diariamente informação sobre os pratos do dia. Muito mas muito bem pensado.



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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Carapaus assados com molho à espanhola

Há uma arte fantástica e que me faz admirar muito as pessoas que a praticam. trata-se da arte de alimentar mamíferos do contra. Os mamíferos do contra são os que preferem peixe quando há carne e vice-versa ou quando pelo meio há virose à mistura.
Neste campo a minha senhora tem um saturado ( também, quem é que te mandou nascer mulher?) trabalho de paciência. Paciência de avó aliás.
Num destes dias quando a valiosa paciência dela se esgotou, lá arranjei uma maneira diverida de pôr o número três a comer.
Legítimos os olhos. Sim, eu e o nº3 comemos os olhos aos bichos, manias que já vêm de longe, desde o avô Fernando

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sexta-feira, janeiro 18, 2008

Pontos de vista...à mesa

Na Amadora diz-se que a maior parte dos cafés e restaurantes estão em vias de fechar porque, dizem, estão ás moscas por causa da nova lei do tabaco. Em 2008 prevê-se que a maior parte dos cafés e restaurantes espalhados ( diga-se em abono da verdade, tal como os cogumelos) pelo país, fechem as portas pela falta de condições de higiene, segurança e mais não sei o quê.
Acho sinceramente que o ambiente nos cafés e restaurantes melhorou, agora sem fumo. Quanto ao resto, fico com dúvidas.

Na mesma Amadora, enquanto lá trabalhei frequentava dois restaurantes fantástico

Um era numa taberna, com balcões em mármore e pipas de vinho enormes, com que nos cruzávamos para chegar à sala das refeições, fazia lembrar a taberna do Agostinho lá na Picheleira. Não sei se ainda resiste mas tinha uma cozinha boa. Desde o leitão ao bacalhau com grão e aquelas cabeças de peixe cozidas com hortaliça, 5*.

O outro, bem, o outro ainda hoje lá vou com uma certa frequência, ou seja, se tiver que ir a Lisboa tratar de alguma coisa, é certo que vou almoçar à Venda Nova.
Salada de alface com oregãos, coentros e hortelã, cozido à portuguesa com chouriço de sangue, aquele de pele cinzenta que não se encontra por estas bandas, jantarinho de grão à alentejana, coelho com feijão branco, sobremesas simples, doce de amêndoa, arroz doce feito sem ovos e fruta. Só se sentam vinte pessoas de cada vez, todos apertadinhos. Leva-me a crer que o Zé e a Dora não engordam para poderem chegar ás mesas. Lavam-se as mãos numa pia de esmalte em armação de ferro, assim mesmo á antiga e á alentejana, tal como toda a decoração, apesar de se chamar Pérola Ribatejana.
Experimentem e digam-me o que acham das entradas e já agora gostava que alguém me explicasse o fundamento de acabar com a gastronomia tradicional quando se pede uma sobremesa e nos é servido um doce embalado em plástico com rótulos foleiros.

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segunda-feira, dezembro 31, 2007

Mimos


Agora deu na telha da mãe dos meus filhos para fazer destas coisas.
- mõri, fiz suspiros, queres um?
Depois ando eu aflito a tomar pravacol e catalip antes de me deitar e a ouvir o nº2 a perguntar,
- Para que são tantos comprimidos pai? Pareces o avô Zé pá!

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quarta-feira, outubro 10, 2007

Fátima

Tenho que ir rapidamente a Fátima. Rapidamente é dentro do possível.
A obra é grandiosa e fascina-me pela arquitectura. É um vão enorme sem colunas no meio! Parece a garagem da casas nova!
Quanto à justiça do dinheiro empregue, bom, esse eu dava-lhe mais valor se os oitenta milhões gastos na nova igreja da Trindade, tivessem um "irmão gémeo" para gastar noutras igrejas que estão a cair aos bocados. Quem diz igrejas diz associações de apoio a crianças, idosos, por aí fora.
O rapidamente é sobretudo para reentrar no restaurante "Tia Alice.
Vou ficar por aqui porque entretanto comecei a babar o teclado!

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Petiscos

Domingo foi dia de açorda no amigo Tomás.
"Pesca no Prato".
Teremos que lá voltar para os peixes grelhados.

"Olha pá nossa gálice quase dentro de água pai!"

Depois do passeio no cais de São Martinho

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terça-feira, setembro 18, 2007

Ponte de Lima II

O desafio foi lançado há alguns meses, "...e se fôssemos ás feiras de Ponte de Lima, já não vais lá há tanto tempo, nem os teus pais...?"
O desafio foi aceite, a logística tornou-se um desafio aliciante, (arranjar alojamento e mesas de restaurante para 14 mamíferos), não havendo quartos para todos no Convento Val de Pereiras, metade da trupe ficou na Casa do Pomarchão.

O que começou por ser uma visita ás Feiras Novas, transformou-se num belo roteiro gastronómico.

Começámos então a produção em série de colesterol e triglicéridos sexta-feira com um belo jantar na "Pombinha".
Bife da Costela, Bacalhau na brasa, Papas de Sarrabulho com todos e Vinho verde tinto Ponte da Barca.
Sábado, tivemos que voltar à Tulha. Tínhamos jantado lá há seis anos e ainda não tinha havido oportunidade de repetir. Vale essencialmente pela decoração e pela comida. O serviço é fraco (seria por causa das festas? julgo que não), duas horas e meia numa refeição é muito tempo. Ao fim de 45 minutos de espera pela abertura ouço isto,
- quantos são? (assim, sem osso, nem boa tarde, nem nada)
- 3
- ali ao fundo
- 6 á direita
chega a minha vez,
- 14
- o quê? 14?
- sim 14
- olha este agora, 14...
- ó senhor, deve haver mais quem queira vender 14 almoços caraças (comecei a virar-lhe as costas)
- não não, temos ali uma mesa sim senhor.
Adiante, bacalhau à casa, entrecôtes de vitela,
A seguir ao almoço, houve quem quisesse assistir ao cortejo e houve quem tivesse que descansar encostado a uma montra, sentadinho no chão de pedra rústica e típica da região, até que fui acordado à força por força de uma velha que deu um valente tralho e caiu em cima de mim. NÃO SE FAZ.
O cortejo, dizem, foi bonito e à noite era preciso retemperar as forças e reconfortar o estômago. Voltámos à Pombinha, quem gosta de pombinha tem obrigatoriamente que voltar!
Dei o braço a torcer e mandei vir o Arroz de Sarrabulho, (Teresa, não sabia e principalmente não cheirava a vinagre) é um petisco do camandro que naquela região é feito com vinho, acompanhado de batata no forno, rojões e morcela...Um atentado.
Domingo, voltinha até Amares para revisitar a Casa da Tapada,(infelizmente fechada) rapidamente trocada pelo A Rival - O rei dos Leitões. Além de melão com presunto e salsichas assadas de entrada, uma salada de repolho, ui uuuiii. Leitão, polvo à lagareiro e costoleta de Novilho.
À noite, já em Ponte de Lima, aguardando ansiosamente o famoso fogo de artifício, ficámos pelo Açude, mesmo encostadinho ao rio, uma vista fantástica.
10 entradas.
Salada de polvo, atum com grão, mini camarão (daquele que se servia antigamente no Greno com as imperiais), percebes, cogumelos fritos, salada de ovas, chouriço (daquele salgado e picante que faz pêlos no peito), moelas, presunto e salada de mexilhões. Depois o segundo, como dizem os meus putos, polvo à lagareiro (ai aqueles feijões verdes), arroz de pato ( um bocadinho seco) e bacalhau à casa. De volta ao verde tinto para os mais velhos e a malta nova à volta de um Calços de Tanha, muito bom.
Nestas cinco refeições, uma saudável disputa de sobremesas entre mim e o meu sogro. Ele nos pudins caseiros e eu nos leite creme queimados.
Os putos portaram-se como nunca e olhem que controlar a paciência infantil que se esgota ao fim de 15 ou 20 minutos, não é fácil.
Dezenas e dezenas de milhar de pessoas nas ruas da vila. Ponte de Lima é bem mais bonita fora das épocas de festa.
Respira-se melhor.

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quinta-feira, setembro 13, 2007

Heranças

Há gostos, maneiras de estar e hábitos que se herdam e que acabamos por adoptar ao longo da nossa vida que chegando mesmo a incuti-los até nos nossos filhos.


Em 1981, quando começamos a frequentar assiduamente a Charneca de Caparica, a praia da Fonte da Telha, a praia do Castelo, etc, o meu Titó, que é um ganda maluco, levou-nos ao Café do Zé, onde julgo que comi pela primeira vez uma bela dose de caracóis.


Ontem para aliviar a neura que se me apoderou "da ialma", peguei nos cães e num balde e fui curtir o campo que rodeia este lugar.


Ouvir os passarinhos, as cigarras e encher um balde com 4 kilos 4 de caracóis, aliviou-me a pituitária.


Há por aí alguém que tenha um tambor de uma máquina de lavar roupa? Que já não trabalhe? Não? Dava jeito, é que havia cá uma rede mosquiteira que protegeu as camas dos putos (isto de viver no campo tem as suas consequências) quando era "canininhos" que já começou a ser esquartejada para tapar alguidares.


Não é fácil guardar tanto caracol.


Ai que stresse...







A propósito, hoje depois do treino da velha guarda foi a janta cá de casa, caracol "mines" e depois "mines" e caracol. Serve-te muito andar a treinar, serve serve.

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segunda-feira, setembro 10, 2007

8 de setembro de 2007

Há uns anos, (parece que já lá vão catorze) a malta juntava-se na praceta e seguia caminho para o Ramiro José, Tuna ou Olaias, chuto para lá, defesa para cá, asneiredo em barda e a noite acabava com um bife simpaticamente servido na Portugália, na Trindade ou mesmo na Mufla.

Por aqui a diferença é enorme.

Nos sábados em que há jogo, a malta chega à sede da associação, bebe-se um café (para os mais comedidos) ou começa-se a maratona da levedura e cevada.

Sábado foi então dia de arranque da época da velha guarda. Enxadas e ancinhos na mão, campinar o rectângulo e o tractor a dar voltas sem fim para gradar e depois alisar o tapete de jogo, montar redes nas balizas e acabar com um churrasco de coelho, muito bem arranjadinho pelo Paulo carapau.

É o nosso estágio de pré-época, é uma maneira diferente de estar na vida. Quando andei aos pontapés à bola no Vitória, era servido chá de limão ao intervalo, quentinho, docinho, sabia que nem ginjas, então no inverno...aqui o intervalo é regado a vinho do porto e precisamente a ginja típica de Óbidos. Diz o Gentil que o "Jaquim Maria" de Salir do Porto, quando jogava, bebia sempre duas médias ao intervalo - "ainda estou para saber como é que o gajo aguentava pá...". Não há dúvida aqui vive-se o futebol, de maneira realmente diferente. Por aqui não há restaurantes depois dos jogos, há um assador para encher de frango ou de bacalhau ou do que for possível arranjar com o dinheiro das quotas da velha guarda.

Ainda houve tempo para uma peladinha no fim.

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sexta-feira, setembro 07, 2007

Saint Martin's Port


A melhor pizza calzone, a ver a baía e os barcos naquele marasmo do estofo da maré, mar chão, quarto minguante e uma temperatura muito amena, nada daquelas noites habituais em Setembro enfeitadas com nevoeiro.
E os crepes? Ai os crepes. É sem dúvida um bom investimento...pó cóstroli.

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terça-feira, agosto 07, 2007

3 a 15 de Agosto de 2007


Expoeste - Caldas da Rainha - Tasquinhas

Todos os anos tem merecido a nossa visita. As tasquinhas são asseguradas pelas associações culturais, desportivas, recreativas, de cada freguesia para quem revertem os lucros.

Continua a merecer visita, o leitão assado na tasca do Coto, o coelho grelhado na tasca da Tapada de Porto Mouro e as enguias na tasca do Nadadouro. São as minhas três tascas de eleição nas dezanove disponíveis. Muito bom, apesar de serem milhares de pessoas durante estes doze dias.

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quarta-feira, agosto 01, 2007

2 Passos

A praia do Ancão está recheada de coisas boas, é leve na densidade populacional, é limpinha, não cheira a esgoto como Sta Eulália (que decepção), não tem música aos berros, que é sempre incómodo na praia (para mim, nesta idade, já me chegam os 3 putos quando entram em ebulição) mas tem um senão, não tem rochas para a pesca.
A rocha, faz parte integrante da minha vida, praia sem rocha (de há uns anos para cá), não é praia. A pesca nas férias é uma óptima e gratuita forma de emagrecimento.
"Primeiros", porque o "pescador"(!) farta-se de andar e queima calorias, evitando ficar preso
à frente da televisão a ver o tour da francia, normalmente de olhos fechados.
"Sigundos", porque se ficarmos á espera do peixe para comer, bem ficamos mais elegantes...
Não havendo possibilidade de pescar peixe fresco, provámos o do restaurante "2 Passos".
Em plena praia do Ancão, quanto a mim, um dos melhores restaurantes do Algarve.
Peixe fresquíssimo.
O robalo grelhado vem com um tronco de funcho espetado no bucho, que lhe dá um gostinho daqueles, o arroz árabe é um espanto (ainda não tinha comido peixe grelhado com arroz*), a batata cozida, a salada á algarvia, ai ai. Recomendo vivamente, é preciso marcar com antecedência, abre ás 12h e fecha ás 16h, não serve jantares, mas há quem chegue para almoçar com mesa marcada ás 15h55.
Não é barato, mas também não é dos mais caros.
Sr Comandante João Carvalho caso não conheças ainda e se já tiveres a embarcação na água, é só ler as coordenadas do cartão, marcar a proa de agulha e seguir o rumo.


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