2 de Agosto de 2011
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Mais ou menos um diário de opiniões. Nem sempre diário, mas de opiniões sim.
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Chegámos por volta da 1h30, era já mesmo o fim de uma sexta-feira que tinha começado bem cedo .
Vínhamos preparados para quatro dias de madorna, de dolce fare niente, de “deixa lá o carnaval para os outros e vamos mas é ficar por aqui a bezerrar. Aproveita-se o fds com o aniversário do afilhado Miguel e da tia Ana Sofia".
Já disse que era 1h30? Pois já.
Chegámos, descarregámos o carro, as três crias incluídas que já dormiam e por uns breves instantes fiquei com a sensação dos finais dos anos 70 e de todos os 80 quando subíamos a Rua Frei Fortunato e nos aproximávamos da Rua Silveira Peixoto, instalava-se uma ansiedade na barriga com a expectativa de ver os mascarados, as matrafonas, tentar descobrir quem fazia de morto no enterro do carnaval e no fds a seguir perceber quem seriam os príncipes e os reis de mais um carnaval.
Já por várias vezes referi que é uma época do ano que me passa completamente ao lado. Provavelmente porque já não estou no bairro e toda a magia ou mística foi-se no tempo.
A sala do VCL cheia à pinha, era um confronto saudável de gerações, a dos nossos pais que até sabiam uns passes de dança e a nossa que se podia dividir em duas partes: a que sabia dançar e a que ficava a puxar o lustre a cadeiras e ombreiras de portas num misto de “não sei dançar, por isso não vou ali para o meio fazer as mesmas figuras do olho de peixe-espada” e “deixa cá ver se a tipa repara que eu estou aqui com os meus sapatos yucca acabadinhos de comprar na Praça do chile e até pus o meu perfume cacharel”. Posso dizer que sempre me incluí nestas duas últimas partes, embora nunca tenha tido sucesso na última.Claro está que não valia a pena levar sapatos yucca, porque apesar de não dançar era pisado na mesma e o cacharel desaparecia assim que subíamos os primeiros degraus e o cheiro do bacalhau assado e dos chocos com tinta se impregnavam de tal maneira na nossa roupa.
Bom, voltando à sensação de electricidade na barriga, chegámos a casa e o avô Zé, qual matrafona do carnaval do Vitória ou empresária em nome individual e isenta de impostos com domicílio fiscal num carro estacionado entre o Instituto Superior Técnico e o Instituto Nacional de Estatística, esperava pelos netos que acordaram mais depressa que num dia de visita de estudo na escola.
Não sei se o Vitória voltará a ter um baile de carnaval. Sei que muitos de nós gostariam de voltar a entrar naquela sala, como se fazia há 20 anos.
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Orgulho, é o que se sente quando um grupo de amigos resolve homenagear o nosso pai, não só pela amizade mas sobretudo pelos valores. O resto fica por dizer até dia 4.
Ontem, em dia de aniversário da filha, veio-me parar isto ás mãos. Uma dupla alegria.Etiquetas: Aniversários, Avós, Picheleira, Putos, Sentimentos, Vitória Clube de Lisboa
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Hoje é dia do pai, é o meu dia, é o dia do meu pai e do pai dele.
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Pronto. Está cumprido meio século de vida em comum.
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Apesar disto, o dia até tinha começado bem.
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- pai, olha o calendário que o Avô João me trouxe.Etiquetas: Avós, Disparates, Putos

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- Sabes que dia foi ontem?, pergunta-me ele
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Este borracho hoje faz anos. 27, ao contrário como ela diz. Etiquetas: Aniversários, Avós, Sentimentos

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Também faz hoje onze anos que nos reunimos todos á volta de uma mesa na garagem, a jantar e a preparar o casório do dia seguinte. A preparar não é bem o termo. Já lá vão onze anos. Na altura, eu devia ter esta mesma elegância que infelizmente se foi indo embora sem me dar quaisquer satisfações. Ingrata!Etiquetas: Aniversários, Avós, Familia
O Zé e a Ana fazem hoje 48 anos de casados. Não há muita coisa disponível no nosso imaginário para oferecer nesta altura da vida em que não lhes falta nada. Há sempre a lengalenga do costume, a saúde e umas massas valentes para gastar.Etiquetas: Aniversários, Avós, Familia
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