decabelosempe.blogspot.com de cabelos em pé

de cabelos em pé

Mais ou menos um diário de opiniões. Nem sempre diário, mas de opiniões sim.

quarta-feira, agosto 03, 2011

2 de Agosto de 2011

Se os pais do Zé e do Tó ainda por cá andassem, ontem (dia 2) teriam feito 78 anos de casados:-)


Ontem, dia 2 de Agosto o Zé teve alta ortopédica, se assim se pode chamar.

"pode largar uma canadiana e em casa pode andar sem nenhuma"

"e conduzir, posso?"

"tem carta de condução? então pode"


Pronto, agora ninguém o segura.

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segunda-feira, março 07, 2011

O avô Zé de outros carnavais

Chegámos por volta da 1h30, era já mesmo o fim de uma sexta-feira que tinha começado bem cedo .

Vínhamos preparados para quatro dias de madorna, de dolce fare niente, de “deixa lá o carnaval para os outros e vamos mas é ficar por aqui a bezerrar. Aproveita-se o fds com o aniversário do afilhado Miguel e da tia Ana Sofia".

Já disse que era 1h30? Pois já.

Chegámos, descarregámos o carro, as três crias incluídas que já dormiam e por uns breves instantes fiquei com a sensação dos finais dos anos 70 e de todos os 80 quando subíamos a Rua Frei Fortunato e nos aproximávamos da Rua Silveira Peixoto, instalava-se uma ansiedade na barriga com a expectativa de ver os mascarados, as matrafonas, tentar descobrir quem fazia de morto no enterro do carnaval e no fds a seguir perceber quem seriam os príncipes e os reis de mais um carnaval.

Já por várias vezes referi que é uma época do ano que me passa completamente ao lado. Provavelmente porque já não estou no bairro e toda a magia ou mística foi-se no tempo.

A sala do VCL cheia à pinha, era um confronto saudável de gerações, a dos nossos pais que até sabiam uns passes de dança e a nossa que se podia dividir em duas partes: a que sabia dançar e a que ficava a puxar o lustre a cadeiras e ombreiras de portas num misto de “não sei dançar, por isso não vou ali para o meio fazer as mesmas figuras do olho de peixe-espada” e “deixa cá ver se a tipa repara que eu estou aqui com os meus sapatos yucca acabadinhos de comprar na Praça do chile e até pus o meu perfume cacharel”. Posso dizer que sempre me incluí nestas duas últimas partes, embora nunca tenha tido sucesso na última.

Claro está que não valia a pena levar sapatos yucca, porque apesar de não dançar era pisado na mesma e o cacharel desaparecia assim que subíamos os primeiros degraus e o cheiro do bacalhau assado e dos chocos com tinta se impregnavam de tal maneira na nossa roupa.

Bom, voltando à sensação de electricidade na barriga, chegámos a casa e o avô Zé, qual matrafona do carnaval do Vitória ou empresária em nome individual e isenta de impostos com domicílio fiscal num carro estacionado entre o Instituto Superior Técnico e o Instituto Nacional de Estatística, esperava pelos netos que acordaram mais depressa que num dia de visita de estudo na escola.



São 77 anos de muitos carnavais.Não sei quantos da minha geração, serão capazes de lá chegar com esta disposição mesmo que a saúde o permita.

Não sei se o Vitória voltará a ter um baile de carnaval. Sei que muitos de nós gostariam de voltar a entrar naquela sala, como se fazia há 20 anos.


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quarta-feira, novembro 24, 2010

Orgulho

Orgulho, é o que se sente quando um grupo de amigos resolve homenagear o nosso pai, não só pela amizade mas sobretudo pelos valores. O resto fica por dizer até dia 4.

Ontem, em dia de aniversário da filha, veio-me parar isto ás mãos. Uma dupla alegria.

Fica para já um agradecimento ao(s) autor(es).

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quarta-feira, novembro 03, 2010

3 de Novembro de 2010

O meu melhor amigo comemora hoje a sétima capicua da vida.
77 anos de trabalho, paixão, amizade e de alguns pontapés aos quais sempre soube resistir. Fico triste quando o ouço falar dos desgostos que ainda sofre com esta idade mas ainda assim é um homem com um interior enorme, uma cultura geral que eu saudavelmente invejo e com a capacidade inata de dar a outra face.

Ao longo destes anos e principalmente depois de ter filhos tem-me ensinado muito, posso dizer mesmo que tudo o que transmito aos meus é uma cópia do que fui ouvindo com a mesma idade.

Todos os dias cumpre a obrigação de se apresentar ao serviço, mantém a paixão/dedicação ao seu clube de sempre o Vitória Clube de Lisboa e ao seu bairro da Picheleira, onde aprendeu a ler, escrever e fez amigos que conserva até hoje.

Parabéns Pai

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terça-feira, abril 06, 2010

Ainda bem

que os meus filhos se contentam com pouco, pelo menos por enquanto.
A nº1 está com os avós, ontem diz-me pelo msn que já foi ao supermercado e à hidroginástica, "até me deixaram mergulhar, as minhas férias estão a ser brutais".
Por hoje é só isto

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sexta-feira, março 19, 2010

O dia dos pais

Hoje é dia do pai, é o meu dia, é o dia do meu pai e do pai dele.
Hoje era justo estarmos juntos, naquele abracinho de amizade, cumplicidade e companheirismo. Pais e filhos também são amigos.
No caminho para a escola, ouviram uma publicidade do el corte inglés sobre o dia do pai,

"ó pai, hoje podíamos ir ao corte inglés?"
"para quê?"
"para te comprarmos uma prenda"
"a melhor prenda que me podem dar dar, é serem meus amigos e bem comportadinhos, nada mais"
"só isso? não queres mais nada, nós já somos teus amigos"
"podem sempre comprar qualquer coisa, uma camisa, umas calças ou uma viagem para bem longe daqui, só meia dúzia de dias que já era bom"

Calaram-se os três, isto significa muito. Pode querer dizer que ainda vão chatear a mãe para ir ás compras ou então logo à tarde chegam a casa, contam as moedas do mealheiro e oferecem-me uma viagem.
É isso.

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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Em contagem decrescente

Ansiei pelos 20, encarei os 30 com a normalidade de até ter sido pai nesse já distante ano de 2000 e agora ficarei feliz se me deixarem comemorar os 40, se bem que ando apreensivo.
Na verdade ando é cansado, os últimos meses têm sido desgastantes, telefonemas atrás de telefonemas, trocas de e-mails como se não houvesse amanhã e as emoções à flor da pele.

Trabalho? Não, sou muito feliz no meu trabalho e aos que olham para ele de lado, só tenho uma palavra ou melhor duas, "temos pena".

Falo obviamente do rápido crescimento que os meus filhos assumiram nas últimas semanas.

A mais velha ontem chega-me a casa com um peluche oferecido por um candidato a pretendente (se te apanho arranco-te a pele, pá) que ostenta na barriga um coração vermelho a dizer "amo-te". Raça do catraio que nem consegue amar a própria barriga e tenta desorientar a cabeça da nº1.

O nº2 depois de me ter convencido a criar-lhe um conta no msn, onde passa os fins de tarde em conversas monosilábicas, recebeu na passada segunda-feira uma carta em tom de declaração de amizade/amor/companheirismo, "diz lá se gostas de mim, por favor e pôe uma cruzinha no quadrado que diz que sim". É certo que perdi cerca de dez minutos a divagar sobre a minha reputação com a idade dele e uma vizinha próxima que me puxava para baixo de uma tábua de engomar. Ela sabia onde encontrar o quentinho e agora percebo eu que as rosetas que a sua pela branca ganhava não eram do calor do ferro de engomar, até porque quando a mãe engomava, raspávamo-nos para outro canto da casa. Agora é o nº2 que fica corado com estas coisas, faz-te a elas de peito feito tarzan.

Para rematar, o n3 ontem saiu de casa de saco-cama e mochila ás costas para um "dormindo com os tubarões". Chegou hoje ao meio-dia, exausto e cheio de gabarolice porque dormiu no meio de duas "baibes", como ele diz.

Não me sinto velho mas apesar de conseguir correr duas vezes por semana atrás de uma bola que não fez mal a ninguém, as provas são evidentes, os meus filhos emancipam-se e eu estou a ficar igual ao meu pai e ao meu Titó, fisicamente falando. Crescem-me desmesuradamente nas sobrancelhas pêlos maiores do que os outros e tal como os manos Gonçalves, começo agora a entrar na fase lobisomem. nas minhas orelhas nascem uns nobres, lindos mas ordinários pêlos louros cujo pavilhão auricular uma simples gilette não consegue desbravar.

Isto sim, é envelhecer meus caros!




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domingo, outubro 25, 2009

25 de Outubro de 1959

Pronto. Está cumprido meio século de vida em comum.
Já não há empregos assim.
Corajosos, pá!

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quarta-feira, abril 15, 2009

Regresso ás aulas

Apesar disto, o dia até tinha começado bem.
Não houve birra dos mais velhos para saírem da cama, chegámos a horas à escola.

Parece, segundo a rádio logo de manhã, que hoje regressavam ás aulas um milhão e meio de alunos.
Enquanto esperava pela abertura da secretaria dei com as conversas sobre as férias de Páscoa na praia, na neve, discussões sobre as notas.

Recuei 20 anos, não, recuei mais, cerca de 25 anos e lembrei-me dos nossos regressos ás aulas. Com um dia como o de hoje, cinzento e de aguaceiros, estaríamos na parte de terra batida de navalha na mão a jogar ao mundo. Uma rodinha riscada no chão e toca de conquistar terreno.

Naquela altura não se discutiam férias na Serra Nevada, Andorra, Brasil ou Cabo Verde, porque andávamos todos pelo bairro a jogar à bola ou em passeios até à Alameda Afonso Henriques.

Agora os tempos são outros. Novos hábitos, novos costumes. Os meus não levaram muito para contar.

Passeios de bicicleta no lugar onde moram, uma dia passado em casa da tia, outro com os avós e casa muita casa.

Há melhor tempo que o de estudante? Há, certamente. Ainda assim, eu tenho saudades daquele tempo. Muitas saudades mesmo.

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terça-feira, março 31, 2009

Nº2



Tenho saudades da minha adolescência.
Teve coisas boas, outras nem tanto. Umas das nem tanto eram sem dúvida as viagens que o meu pai fazia ao estrangeiro.
Eram dias diferentes que culminavam com uma espera à janela até ás tantas da noite.
Numa dessas viagens a Espanha, é claro que a espera incluía a expectativa de ver o recheio das malas e dos sacos do El Corte Inglés, é, eu ainda sou do tempo em que se ia ao El Corte mas a Espanha.
Dizia eu, numa dessas viagens, por volta de 84/85, portanto com 14/15 anos, dei" (assumo que sou um cusco) com um nº da Interviu que fez durante uns tempos de mesa de cabeceira, almofada, conselheira, enfim, era quase um computador portátil para a época que o wallpaper e a protecção de ecran era imaginada com aquelas moças desnudadas.
Um dia destes com tempo irei procurá-la na Charneca.
Vem isto a propósito da conversa de ontem com o nº2.
- pai? compras-me a playboy?
- quê?
- a playboy, não sabes o que é a playboy? já saiu a playboy portuguesa, vi na televisão.
- e tu achas que tens idade para isso? para que é que tu queres uma revista dessas?
- para ver as miúdas
- então olha para as miúdas da tua idade
- mas as da minha idade não têm mamas.
- hão-de ter, tem calma
A ver se logo à tarde compro a revista ao puto.


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terça-feira, janeiro 06, 2009

Nº3

- pai, olha o calendário que o Avô João me trouxe.
- eh pá, isso é muita fruta para ti, pá. achas que o pai pode pendurar isso na garagem? isto é um calendário de garagem.
- boa pai, pendura com esta que tem as mamas à mostra.

É a tal citação brasileira que "os avós são pais com açúcar". Neste caso acho que é mel mesmo.

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terça-feira, novembro 25, 2008

23 de Novembro de 2008


Dez anos.
A primeira.
Dez anos depois, está enorme, no 2ºciclo e carrega uma mochila pesadíssima todos os dias. Pieguice minha? Pois é, já passámos pelo mesmo mas com os nossos filhos é sempre diferente.
Sentimo-los fragéis, sempre mais fragéis do que nós. Somos sempre a sua primeira defesa, o primeiro apoio, a primeira mão a quem podem pedir ajuda, é assim que pensamos, pelo menos por enquanto. Não vai ser sempre assim mas enquanto puder ser, sabe bem.

Dez anos depois e parece que foi ontem.
Lembro-me de uma noite fria e a casa vazia. Lembro-me de telefonar a familiares e amigos que me encheram-me o ego de palavras quentes mas a casa continuava vazia e fria.
Apesar de ter regressado sozinho, trazia o teu cheiro de recordação.
Ainda hoje o tenho na memória.
Dez anos depois, estás enorme mas sabe-me bem aconchegar-te os lençóis quando te vou apagar a luz e a música do rádio, ficar ali a olhar para ti, não penses que é única, os teus irmãos provocam-me o mesmo efeito. Ouvir-vos a dormir, ouvir-vos a respirar é indescritível.

Os mesmos dez anos que levamos de viver aqui.
Estes dez foram como sabemos.
Os próximos dez serão certamente diferentes, em todos os aspectos e mais algum.
Estes foram para tomar balanço para o que aí vem.

Há dez anos quis festejar mas tu e a tua mãe deixaram-me sozinho em casa.

Ontem enchemos a casa de colegas da escola, de família e amigos.

Fizemos finalmente uma festa para comemorar os teus dez anos, para te comemorar.
Foste a primeira, és a nº1.

Tem juízo, miúda.

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domingo, agosto 17, 2008

Semana de campo

Já tinha sido feito o convite e com miúdos já se sabe que promessa e a falta de cumprimento da mesma nunca andam de braço dado.

Mais, com os miúdos, pelo menos com os meus, a impaciência toma dimensões indescritíveis.

Calhou esta semana o cumprimento da promessa feita pelo avô, de sexta para sábado deu-lhes para ir dormir para o jardim.

A mais velha até o colchão levou para a tenda. Por volta das três e meia da manhã, a nº1 e o nº3 fizeram dominó e vieram para dentro de casa. A mãe que dormia no sofá da sala por causa dos imprevistos conseguiu finalmente descansar.
O nº2 ficou a acompanhar à viola em dó menor no ressono do avô que se levantou ás seis e meia da manhã para esticar as costas (dormir no chão com 74 anos não é fácil) e foi brindado pelo sistema de rega que lhe deu os bons dias.

O avô de vez em quando tem destas ideias mas antes campismo que encontrá-lo a jogar ás cartas na Alameda ou perdido no Alqueva numa excursão qualquer da terceira idade.

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segunda-feira, junho 09, 2008

8 de Junho de 1958

- Sabes que dia foi ontem?, pergunta-me ele
- eh pá! já falhei qualquer coisa, pensei eu
- fez ontem cinquenta anos que foi a eleição entre o Américo Tomáz e o Humberto Delgado!
- ah, fez cinquenta anos que tiveste o acidente. Esqueci-me completamente. Ainda vou a tempo de pôr hoje no blogue?
- tá bem.
- faltam-me as fotografias, de qualquer maneira vou tentar escrever qualquer coisa.

Há cinquenta anos, o meu pai teve um acidente que lhe roubou as suas maiores paixões. A ginástica, a bicicleta, as danças nos bailaricos lá do vitória, etc.
Tudo o que seja físico mexe com a sua maneira de estar na vida e talvez por ter abusado tanto do físico, hoje não o consegue usar como gostava.
Apesar de tudo nunca perdeu o humor e espero mesmo que o mantenha.
Quando comprei a mota em 97, foi das primeiras coisas que quis fazer, levá-lo a dar uma volta.
Desarmou-me logo no primeiro convite.
- não posso ir Pedro
- vamos devagar em ar de passeio
- e o que é que eu faço à muleta? levo-a na orelha como se fosse um lápis?

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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Sporting, segredos, confiança, lealdade, bufos e afins

Também nunca gostei que me pedissem coisas do género,
- vou-te contar uma coisa mas não dizes a ninguém, ok?
- então não contes, ok?
Daí adorar a velha máxima do meu pai que já lhe fora ensinada pelo pai dele.
Ladrão só puta só. Quando dois ou mais sabem já deixou de ser segredo.
Tomates não lhe faltam.

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domingo, janeiro 27, 2008

27 de Janeiro de 2008

Este borracho hoje faz anos. 27, ao contrário como ela diz.
Não vou estar para aqui com lamechas tipo, ah e tal obrigadinho ó mãezinha por tudo o que "destes" e por tudo aquilo me me "insinastes" e "ajudastes" a ser o homenzinho que sou hoje. Nada disso.
"Primeiros" porque ainda não me esqueci de toda a porradinha que "destes" em toda a minha vida. Bem sei que a mereci toda. Principalmente uma que só faltava vir embrulhada com um laçarote e tudo, naquela semana em que consegui mesmo de castigo vir para a rua jogar à bola com os manfios do costume e partir dois vidros das janelas das vizinhas.

"Sigundos"" porque não sou assim tão homenzinho e continuo a ter uma criança dentro de mim. Não sei se isto é bom mas prometo que até ao fim do mês que vem marco uma consulta para o ginecologista da Isabel.

Muitos parabéns jóinha querida.

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segunda-feira, dezembro 31, 2007

Avô Zé


Ter um pai sem juízo , dá nisto. Um gajo que aos setenta e três anos se aventura a montar sozinho um móvel, arrisca-se a levar com uma prateleira na tola.
Há tempos, chega-se ao pé de mim, naquele jeito de marialva a fazer lembrar, com um álbum de fotografias dos miúdos e remata,
- olha esta que o nº2 me tirou quando parti a cabeça!

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quinta-feira, outubro 25, 2007

Ainda o aniversário de hoje

Há 48 anos (e não sei quantos quilos) atrás...
Também faz hoje onze anos que nos reunimos todos á volta de uma mesa na garagem, a jantar e a preparar o casório do dia seguinte. A preparar não é bem o termo. Já lá vão onze anos. Na altura, eu devia ter esta mesma elegância que infelizmente se foi indo embora sem me dar quaisquer satisfações. Ingrata!


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25 de Outubro de 1959

O Zé e a Ana fazem hoje 48 anos de casados. Não há muita coisa disponível no nosso imaginário para oferecer nesta altura da vida em que não lhes falta nada. Há sempre a lengalenga do costume, a saúde e umas massas valentes para gastar.
Assim sendo e depois de uma exaustiva procura, resolvi este ano juntar ao habitual ramo de flores para a Mãe, uma caixinha disto.
Zé, aos 70 e quase quase 4, só te posso desejar que continues por muitos e bons anos a f*d*r a torto e a direito tudo o que te aparecer de contrariedade.

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sábado, agosto 04, 2007

Nº1, 2 e 3

Faz hoje oito dias que deixámos os três putos com os Avós na Charneca. Na primeira noite, foi um forró pegado. Ás onze da noite ainda ninguém dormia.
Diz a Avó que perto da meia-noite o nº2 e o nº3 que nestas cenas gosta de acompanhar á viola, desceram a escada, quais aranhiços de pernas compridas e de mãos dadas com o pretexto ideal para saírem da cama:
- ó Vó, nós queremos comer.
- comer a esta hora? vocês têm mas é que ir dormir
Ouve-se a nº1 no primeiro andar de surra á escuta,
- venham cá. Eu vou mas é telefonar á Mãe a dizer que ela não nos quer dar comer...
Aqui a Avó pensou melhor e...
- mas vocês estão mesmo com fome?
(n1) - pois estamos Avó, pois estamo
(n2) - estamos estamos
(n3) - pois e eu tou quaje a morrer á fome *
(n1) - a Mãe todos os dias nos dá leitinho e bolachinhas *
(n3) - pois é e conta uma estória *
* tretas tretas e mais tretas. Estes três gajos são uns sabidos do caneco.

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