decabelosempe.blogspot.com de cabelos em pé

de cabelos em pé

Mais ou menos um diário de opiniões. Nem sempre diário, mas de opiniões sim.

quarta-feira, outubro 26, 2011

26 de Outubro de 1996

Pois que já passaram 15 anos desde aquele sábado em que tudo passou a correr, não foi?

Bj grande

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sexta-feira, março 11, 2011

Passeando pela capital

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segunda-feira, março 07, 2011

O avô Zé de outros carnavais

Chegámos por volta da 1h30, era já mesmo o fim de uma sexta-feira que tinha começado bem cedo .

Vínhamos preparados para quatro dias de madorna, de dolce fare niente, de “deixa lá o carnaval para os outros e vamos mas é ficar por aqui a bezerrar. Aproveita-se o fds com o aniversário do afilhado Miguel e da tia Ana Sofia".

Já disse que era 1h30? Pois já.

Chegámos, descarregámos o carro, as três crias incluídas que já dormiam e por uns breves instantes fiquei com a sensação dos finais dos anos 70 e de todos os 80 quando subíamos a Rua Frei Fortunato e nos aproximávamos da Rua Silveira Peixoto, instalava-se uma ansiedade na barriga com a expectativa de ver os mascarados, as matrafonas, tentar descobrir quem fazia de morto no enterro do carnaval e no fds a seguir perceber quem seriam os príncipes e os reis de mais um carnaval.

Já por várias vezes referi que é uma época do ano que me passa completamente ao lado. Provavelmente porque já não estou no bairro e toda a magia ou mística foi-se no tempo.

A sala do VCL cheia à pinha, era um confronto saudável de gerações, a dos nossos pais que até sabiam uns passes de dança e a nossa que se podia dividir em duas partes: a que sabia dançar e a que ficava a puxar o lustre a cadeiras e ombreiras de portas num misto de “não sei dançar, por isso não vou ali para o meio fazer as mesmas figuras do olho de peixe-espada” e “deixa cá ver se a tipa repara que eu estou aqui com os meus sapatos yucca acabadinhos de comprar na Praça do chile e até pus o meu perfume cacharel”. Posso dizer que sempre me incluí nestas duas últimas partes, embora nunca tenha tido sucesso na última.

Claro está que não valia a pena levar sapatos yucca, porque apesar de não dançar era pisado na mesma e o cacharel desaparecia assim que subíamos os primeiros degraus e o cheiro do bacalhau assado e dos chocos com tinta se impregnavam de tal maneira na nossa roupa.

Bom, voltando à sensação de electricidade na barriga, chegámos a casa e o avô Zé, qual matrafona do carnaval do Vitória ou empresária em nome individual e isenta de impostos com domicílio fiscal num carro estacionado entre o Instituto Superior Técnico e o Instituto Nacional de Estatística, esperava pelos netos que acordaram mais depressa que num dia de visita de estudo na escola.



São 77 anos de muitos carnavais.Não sei quantos da minha geração, serão capazes de lá chegar com esta disposição mesmo que a saúde o permita.

Não sei se o Vitória voltará a ter um baile de carnaval. Sei que muitos de nós gostariam de voltar a entrar naquela sala, como se fazia há 20 anos.


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quarta-feira, janeiro 26, 2011

Escolas com Contrato de Associação

Amanhã estarei pela primeira vez na minha vida e com todo o gosto pela causa que é, numa pacífica manifestação. Manifestação ou protesto, como lhe quisermos chamar.

Pais, professores e alunos tentam contrariar uma portaria que vai pôr em causa um número considerável de escolas. Ficamos com a sensação de que os responsáveis que tomam este tipo de decisões desconhecem a realidade.

No caso dos meus filhos, a angústia está instalada. Apesar de ainda pequenos chegam a casa preocupados com o futuro "do colégio e dos professores" que conhecem há seis anos, que consideram bastante e com quem partilham grande parte do dia-a-dia. Aparentemente está em causa o futuro de 1200 alunos.
Quero acreditar que o ministério não é autista e que vai reconsiderar esta decisão.

Há dias, ouvi dois pais à saída da escola com o seguinte comentário, "não sei porque estão com esta preocupação se os miúdos forem para a escola estatal, o filho do "fulano" também lá anda e passou sempre". Elucidativo! Mas alguém chumba neste país?

Entretanto li esta mensagem deixada num mural do facebook,

"Segundo a Ministra da Educação, o Estado, ou seja, os contribuintes andavam a subsidiar escolas privadas acima dos custos que gastava com a escola pública. Ora isso é inadmissível que os mais pobres, subsidiem a educação dos mais ricos. A própria ministra referiu o facto que havia escolas que ofereciam lições de equitação e de golfe. Eu não compreendo que as classes mais favorecidas, que passam a vida a falar na necessidade de diminuir o Estado e da sua intervenção na vida económica do país, venham agora pedir aos contribuintes mais pobres que subsidiem as escolas privadas (e portanto um negócio) a fim de os seus filhos andarem lá. Primeiro é contrario ao livre capitalismo e segundo é imoral. Nem sequer deveria subsidiar coisa nenhuma. Se o principio se estende é um descalabro para as contas públicas."

Ora, para quem conhece o assunto, este comentário revela desconhecimento.
Esta pessoa desconhece que estas escolas existem em locais em que o próprio ministério de educação não tem resposta.
Esta pessoa desconhece que estas escolas não deixam de ser públicas.
Esta pessoa desconhece que na escola dos meus filhos, existem cerca de 40% de alunos carenciados e que mais grave do que isso chegam a ter uma única refeição por dia, a de que beneficiam na escola.
Esta pessoa desconhece a organização e gestão, quanto a mim irrepreensível deste tipo de escolas.
Esta pessoa desconhece o ambiente da escola que os meus filhos frequentam.
Esta pessoa desconhece que os meus filhos frequentam o Colégio Rainha Dona Leonor e que eu me vejo obrigado a chamar de escola, porque na opinião pública o colégio é "frequentado por meninos ricos".
Eu não pago para os meus filhos frequentarem o Colégio Rainha Dona Leonor, ok?

A intoxicação da opinião pública está montada e por isso é preciso agir, mais do que nunca. Amanhã é o dia.
Eu vou.




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quarta-feira, novembro 24, 2010

Orgulho

Orgulho, é o que se sente quando um grupo de amigos resolve homenagear o nosso pai, não só pela amizade mas sobretudo pelos valores. O resto fica por dizer até dia 4.

Ontem, em dia de aniversário da filha, veio-me parar isto ás mãos. Uma dupla alegria.

Fica para já um agradecimento ao(s) autor(es).

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terça-feira, novembro 23, 2010

23 de Novembro de 1998

Onde é que eu estava ou em que é que pensava há 12 anos?

Ora deixa cá ver. Na véspera sei que fizemos a árvore de Natal, o primeiro passado em Caldas, como se de um pressentimento se tratasse,
"deixa-me cá tratar disto não vá eu parar ao hospital e o meu marido depois não faz nada"
Assim foi, no dia seguinte lá estava a minha mulher em trabalho de parto.
Ao fim da tarde aparecia a obra-prima (para quem não sabe, chama-se obra-prima, porque é a primeira!)

Depois vim para casa telefonar a toda a gente e a vida mudou, sem saber como e porquê passamos a partilhar tudo, o espaço, o tempo, o sono, enfim tudo.

Nunca consegui perceber a vida sem continuação, um casamento sem filhos, a menos que a saúde nos impeça. Também sem saber como e porquê, continuaram-me a nascer filhos, a tal ponto que um amigo ligou-me à terceira gravidez e já não dava os parabéns, dava um sermão!
"olha lá, a tua mulher está grávida outra vez?"


Pronto, é isto.
Parabéns filha.

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domingo, novembro 21, 2010

E pronto, por este ano é tudo

Por obrigação paternal a tour deste ano começou com uma incursão no Rock In Chelas para ver uma moça americana que actua no canal Disney e tão depressa é a Miley Cirus como a Hanna Montana. Osso do ofício de pai.

Em Julho seguiu-se o mago da guitarra, Mark Knopfler a cantar de menos pela idade e a tocar ainda com muita pinta.

Em Setembro com uma trupe da Picheleira no Atlântico a reviver o passado com os Supertramp. Na mesma noite a rever amigos de longa data e canções de sempre.

Em Outubro, num fim de semana em que o país quase se afogava com a chuva, fomos a Coimbra ver os U2 tocar e o Bono a perder a voz à quarta música. Valeu pelo espectáculo em si, continuo a gostar mais dos originais.

Novembro, o surpreendente espectáculo de Michael Bubblé. Um concerto diferente, um conceito diferente mas muito bom. Esperamos que volte porque é de repetir.

Ontem, Pedro Abrunhosa no Coliseu. Só para quem gosta e aprecia o estilo, foi um concerto a lembrar o disco "Palco", com músicas de vários albuns, desde o "Viagens" até ao "Longe".

Pela primeira vez numa sala de espectáculos nós e os três filhos que aguentaram que nem uns heróis as 2h30m de actuação de um artista irreverente que só parou dois ou três minutos para trocar de camisola.

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sexta-feira, outubro 08, 2010

8 de Outubro de 2003

Férias 2010, foto da Tia Ana

Foi o último a nascer cá em casa mas veio com a pica toda. Era meia-noite e meia e apesar da pressa com que queria vir cá para fora, foi o único dos três que ainda assim me deu tempo para assistir.

7 anos depois tenho saudades dessa noite, muitas mesmo. A primeira vez que te peguei ao colo enquanto a tua mãe já descansava e sentir o teu cheiro, a tua serenidade e aqueles gemidos que só vocês sabem fazer quando são bebés.

Aquela serenidade que ainda hoje tens embora por poucos períodos durante o dia mas que faz de ti um observador nato que adora perguntar e gosta dos amigos como ninguém.

Parabéns Nº3




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terça-feira, agosto 17, 2010

Surfin' in Caparica

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sábado, julho 10, 2010

Coisas boas das férias

Isto está a correr tão bem que se estranha a maneira como se entranha.
A água está como a malta já não se lembra, temperatura no ponto, limpinha e convida a ficar até tarde.

De manhã a praia está a abarrotar de escolas e colégios mas assim que toca para a saída apercebemos-nos do calmo e sempre inspirador barulho do mar, tão inspirador que a nº1 começou a escrever um diário de férias. Apesar disso a companhia é óptima o que torna o ambiente bem agradável.
Sobrinhas e filhos bem dispostos e sempre disponíveis ou não fossem férias:-) petiscos a condizer, grelhados quanto baste, sim temos a noção de estar a esburacar o ozono com tanto churrasco mas alguma coisa boa temos que levar desta vida.
A feira da Charneca antigamente tinha carrinhos de choque com música da época, como a fruta dos restaurantes, agora temos o Tony Carreira a tocar em todos os carrósseis.
Já lá vai o tempo em que se ouvia o "tarzan boy" ou o "live is life" dos Opus.

De reealçar a espécie de baywatch que temos na praia com nadadores-salvadores a passearem-se de pick-up, bem ao estilo americano. Haja dinheiro, poupa-se no melhoramento das condições das praias, a edilidade almadense continua a teimar em deixar as praias da caparica em estado selvagem, sem estacionamento ou acessos dignos.
O que importa é que ainda não acabou e estão a saber muito bem o resto, bom o resto são tretas.
E o nº 2 já fez dez anos.








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domingo, junho 13, 2010

Um dia destes tenho de voltar à pesca

Depois de uma noite mal dormida apanho um moço no café que me pergunta sobre comprimidos para o enjoo porque vai para alto mar. Enquanto isto tento eu meter qualquer coisa no meu estômago vazio.

O moço insiste, umas boas seis ou sete vezes, que se não tomar nada vomita-se todo. Tento abstrair-me da conversa mas a educação obriga-me a ouvir, de tal modo que me puxa o braço para chamar a atenção. Gosto destes, dos que nos puxam e dão toques nos braços como quem diz, " tá a perceber, não tá?"

Acabei a custo o pequeno-almoço, acho que já sentia o cheiro da sardinha para iscar, o cheiro da maresia e ao mesmo tempo o cheiro a azedo do rapaz.

Começou bem o dia e agora começa a apertar comigo o sono que não tive esta noite graças à insónia do nº3.

Lembrei-me entretanto que não vou ao mar há muito tempo. Esta noite vou tentar sonhar que estou à pesca e que não ouço mais nada a não ser as gaivotas.

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sábado, junho 05, 2010

Nº2


Se há coisa que o meu menino não tem é falta de orientação. Sabe tomar um pequeno almoço reforçado como se fosse para uma longa caminhada ou como se não houvesse amanhã. Feijão, crepe, cogumelos, salsichas e bacon.
Mais tarde, uma hora mais precisamente, diz-me que tem fome.
É a idade do crescimento, não é?

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segunda-feira, abril 12, 2010

Praia, finalmente


Eu não sei se serviu para recarregar baterias até porque me deitei ás 3 da matina, acordei pouco depois das nove, são uma e meia da manhã e ainda estou de volta deste post mas soube muito bem.

Desde 11 de Setembro que não sabíamos o que era praia.

Sábado já foi um dia fantástico e hoje foi acabar o fim de semana com a sensação de que saíamos cedo, mesmo sendo quase se7e horas da tarde.

Aquele vento quente no fim da tarde convidava a mais mas parece que os putos amanhã voltam à rotina da mochila ás costas.

Boa temperatura, areal por limpar, água muito boa no fim do dia e quem me conhece sabe que a água tem de estar perfeita para eu poder entrar e companhia excelente.

Como se comentou na foto de grupo, "olha para estas caras, parece o final de quinze dias de férias na praia".

Soube bem, muito bem.
Venha o calor que é o que se quer porque a partir de terça já chove.

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terça-feira, abril 06, 2010

Ainda bem

que os meus filhos se contentam com pouco, pelo menos por enquanto.
A nº1 está com os avós, ontem diz-me pelo msn que já foi ao supermercado e à hidroginástica, "até me deixaram mergulhar, as minhas férias estão a ser brutais".
Por hoje é só isto

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sexta-feira, março 19, 2010

O dia dos pais

Hoje é dia do pai, é o meu dia, é o dia do meu pai e do pai dele.
Hoje era justo estarmos juntos, naquele abracinho de amizade, cumplicidade e companheirismo. Pais e filhos também são amigos.
No caminho para a escola, ouviram uma publicidade do el corte inglés sobre o dia do pai,

"ó pai, hoje podíamos ir ao corte inglés?"
"para quê?"
"para te comprarmos uma prenda"
"a melhor prenda que me podem dar dar, é serem meus amigos e bem comportadinhos, nada mais"
"só isso? não queres mais nada, nós já somos teus amigos"
"podem sempre comprar qualquer coisa, uma camisa, umas calças ou uma viagem para bem longe daqui, só meia dúzia de dias que já era bom"

Calaram-se os três, isto significa muito. Pode querer dizer que ainda vão chatear a mãe para ir ás compras ou então logo à tarde chegam a casa, contam as moedas do mealheiro e oferecem-me uma viagem.
É isso.

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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Em contagem decrescente

Ansiei pelos 20, encarei os 30 com a normalidade de até ter sido pai nesse já distante ano de 2000 e agora ficarei feliz se me deixarem comemorar os 40, se bem que ando apreensivo.
Na verdade ando é cansado, os últimos meses têm sido desgastantes, telefonemas atrás de telefonemas, trocas de e-mails como se não houvesse amanhã e as emoções à flor da pele.

Trabalho? Não, sou muito feliz no meu trabalho e aos que olham para ele de lado, só tenho uma palavra ou melhor duas, "temos pena".

Falo obviamente do rápido crescimento que os meus filhos assumiram nas últimas semanas.

A mais velha ontem chega-me a casa com um peluche oferecido por um candidato a pretendente (se te apanho arranco-te a pele, pá) que ostenta na barriga um coração vermelho a dizer "amo-te". Raça do catraio que nem consegue amar a própria barriga e tenta desorientar a cabeça da nº1.

O nº2 depois de me ter convencido a criar-lhe um conta no msn, onde passa os fins de tarde em conversas monosilábicas, recebeu na passada segunda-feira uma carta em tom de declaração de amizade/amor/companheirismo, "diz lá se gostas de mim, por favor e pôe uma cruzinha no quadrado que diz que sim". É certo que perdi cerca de dez minutos a divagar sobre a minha reputação com a idade dele e uma vizinha próxima que me puxava para baixo de uma tábua de engomar. Ela sabia onde encontrar o quentinho e agora percebo eu que as rosetas que a sua pela branca ganhava não eram do calor do ferro de engomar, até porque quando a mãe engomava, raspávamo-nos para outro canto da casa. Agora é o nº2 que fica corado com estas coisas, faz-te a elas de peito feito tarzan.

Para rematar, o n3 ontem saiu de casa de saco-cama e mochila ás costas para um "dormindo com os tubarões". Chegou hoje ao meio-dia, exausto e cheio de gabarolice porque dormiu no meio de duas "baibes", como ele diz.

Não me sinto velho mas apesar de conseguir correr duas vezes por semana atrás de uma bola que não fez mal a ninguém, as provas são evidentes, os meus filhos emancipam-se e eu estou a ficar igual ao meu pai e ao meu Titó, fisicamente falando. Crescem-me desmesuradamente nas sobrancelhas pêlos maiores do que os outros e tal como os manos Gonçalves, começo agora a entrar na fase lobisomem. nas minhas orelhas nascem uns nobres, lindos mas ordinários pêlos louros cujo pavilhão auricular uma simples gilette não consegue desbravar.

Isto sim, é envelhecer meus caros!




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sexta-feira, janeiro 01, 2010

1 de Janeiro de 2009


Faz hoje precisamente um ano.
- Pai, tiveste medo?
- Um bocadinho, assim grande mesmo
- Pois, eu ouvi-te dizer uma asneira
- Eu? Não, era um senhor português que também ia no elevador

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sábado, novembro 21, 2009

Nº3

Achar que eles estão a crescer depressa é ouvir saídas deste calibre,

"deixaram-me aqui sozinho no quarto, pareço quase um sem-abrigo".


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quarta-feira, novembro 11, 2009

Nº3

Oito e meia nove da noite, chego a casa cansado e com vontade de fechar os olhos, dormir num instantinho e voltar à guerra,

Olha! Já tinha saudades de te ver com essa camisola vestida, pai.

E o dia acaba bem:-)

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quinta-feira, outubro 08, 2009

8 de Outubro de 2003

Numa palavra? Cabelos brancos. Ok, são duas ou mais porque este dá muita luta e posso acrescentar alegria, satisfação, companheiroi, recompensa, amor.


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